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Por teus olhos negros…

que me trazem o desespero em náuseas e romances pulsantes, meus suspiros hão de cravar-se em insônias claras, pra que nas sépias linhas da folha errante, eu me escravize às nuvens da tua boca rubra, da tua pele pálida, da tua sede, das tuas curvas, das tuas desatinas loucuras, dos teus venustos traumas…

Por tantas luas que açoitaram-me as noites,
derramei-me em aquários; ermo, eu,
apanhando flores nos oásis traidores da tua boca,
e me esmigalhando em poeira e poemas,
morrendo até que o cimo de minhas gamas trema,
ao pé da sombra dum obelisco mirro
nos desertos em que meus pés tão crespos
deixaram rastros com os pesadumes meus!

Faço colheitas de universos, enterro uma pirâmide no caos…
Até que o inferno me sopre os fôlegos, perdurarei!

Posto a chuva num olhar devastador, me curvo
ao suicídio da forca! no lastro dos teus beijos umbrais
que embevecem-me. Não te caminhes os pés por invernas dunas,
tampouco em geleiras emperradas na despedida do cais;
a tua vivência é rasamente moribunda! E me afogaria os dias, ver-te,
sem vertente, nas águas profundas de meus espinhos abissais.

Por hora e vida, mesmo o sangue me sepulta às cinzas da areia;
ser soterrado no tédio dói menos que a tortura da tua ausência…

Galoparei minhas auroras rés pelas praias que o céu me curva,
como uma partitura ou réquiem, entoada ao pé do teu ouvido.
E serão de crisântemos e petúnias os meus horizontes,
e pincelarei, em todo cirro, com esmero e versos casmurros,
o tormento que é amar-te sem que me ames ao mesmo tempo.

Annd Yawk (via prisioneiro-da-morte)

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Vênus que piscam, e faíscam holocaustos:

me encanto
ante aos mantos da noite
que lá longe afloram cáusticos
dos olhos entoando um canto
como quem chora,
como quem canta,
como quem se desmancha
frente a devastação de uma história
escorrendo gangorras
poentes; e mêmores lantejoulas
tropeçando eternidades
em giz-de-cera.

Meus versos nuvens
dando-te versos de comer
por versadas manjedouras
de pijama-pitangueira
correndo nas brumas de areia
por lendas; e nas luas cheias
brancas, a prantear
também tive pesadelos
e estive nas cirandas
das crianças de rua
na doçura do sonhar…

De abajur em pingo me faço estrela; sou o cântico do silêncio no naufragar dos remos, sou o moinho que orquestra os ventos, sou a póstuma manhã cinza das labaredas, sou o poeta e o pêndulo, e também sou as pegadas na areia do tempo que perseguem as sandálias do morrer.

Sou a cegueira de quem esquece o dia de nascer.

E nestes teus mesmos olhos,
nos minguantes almejos
planto meus desejos do sempre
e o erro de nunca amar.

Eu estive nas matizes
e morro
no chão do guaxe seco
e moro
nos horizontes e nos bueiros
do sulfite, dos cirros, e no vão
dos teus desesperos.

Cirandei e debulhei orvalhos nos romances dos teus olhos de cordel; pendurei teus lábios em barbantes com o esmero de um castelo de cartas, ao remetente e ao correio errante, pra me estontear com o fel de aquarelar em chumbo teu céu, e jamais deixar a poeira tomar a prateleira dos instantes.

Cantei mares em tua janela
joguei flores no teu telhado
fomos, por um segundo,
óleo sobre tela…
pareci apavorado
e comecei a tremular
mas era só medo cruel
de ser tragado
pelos tremores e tornados
que haviam em teu olhar.

Teus olhos-sépios, lantejoulas, caos e cosmo visto do celeiro, estes são profundos, pequena… cabem neles o fim dos tempos, a essência enlouquecida dos poemas e um pôr-do-mundo inteiro…

que confesso,
à mercê,
que esse teu profundo olhar
parecia um tiroteio
disparando nevoeiros
quando vosmecê,
com esse teu crespo jeito
se apunhava a me fitar,
no enoitecer das silhuetas…

A poesia é meu carrasco,
meu culpante,
meu pecado,
minhas vísceras na sarjeta
guilhotina e metáfora de gume sangrado.
— Traga-me teus olhos ceifadores e meus demônios de pelúcia pro café das seis!

Annd Yawk (via prisioneiro-da-morte)

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"This industry seems to invest more in perfection than in flaw. But flaw and individuality, to me, are what makes a human being interesting, they make our stories worth telling."
Sometimes life is very mean: a person can spend days, weeks, months and years without feeling new. Then, when a door opens - a positive avalanche pours in. One moment, you have nothing, the next, you have more than you can cope with.

Paulo Coelho (via hellokitty-senpai)

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encarecidamente peço por colo
solenemente peço por paz
gritantemente eu suplico vida.
meu bem, eu só quero um peito morno que acalme minha cabeça em erupção. 
um lar para pousar meu pássaro morto que, de asas quebradas, cantava e hoje soneta canções de saudade.


victor.

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I’m sorry loving me isn’t easy.

six words; seventy-six (via bluegaysong)

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